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Mostrando postagens de fevereiro, 2018
E no balanço das horas o banzo já bateu o corpo adoeceu. A espera do retorno. E o medo do que virá. O querer meio sem querer o saber já saber no que vai dar. Queria ser otimista Mas a dor sempre estará lá uns enterram, escrevem, bebem, expurgam ou introjetam mais ainda sob a pele. Para disfarçar o sentimento. O acaso, o pedido sem querer querendo ajuda saber que o outro não me salvará de mim placebo bom para aliviar o tédio de existir A que se destina
O passado já não me veste mais. E o presente, esta coisa indiferente, em que os dias passam, em que as pessoas parecem aparições, onde o teatro da vida sucede. Em que nada surpreende. Eu assisto, meio apática, tento esboçar alegria. Tento fazer parte do jogo.
Ninguém conhece Ninguém  cada um mostra o que convém De boa intenção o inferno tá cheio O discurso é lindo Mas não camufla o cheiro de dizer que é mas não é de alimentar o Ego vaidoso de se achar "o tal" Não me venha querer consertar Eu não nasci quebrada Eu fui sendo arruinada pela falta de amor e maldade do outro
Nada sei nunca soube tudo mentira eu sou a que remói tudo tenta ver pelo lado positivo Juro que tento A realidade, sexto sentido, intuição, seja lá o que for, fica o tempo todo me puxando pra ela E quanto mais eu rezo mais lágrimas me caem os olhos Porque nada é aquilo é tudo ilusório Eu me esforço para entender o outro Mas tá tudo pronto no teatro dos vampiros Eu me finjo de morta, demoro, mas depois que acordo não tem volta Encontrando conforto nas "irmãs". Acolhida, sem julgamentos. A sentença nossa já é dada quando nascemos. Mulheres fadadas a dor, a sofrer as consequenciais dos erros alheios. O escudo que leva o baque das injustiças. E tudo segue como se nada houvesse. E vai seguir. Porque a vida se aprende com as fortes. Que seguem vivendo por não ter outra saída. Tudo acontece a nosso despeito. Despertar.
A gente espera intensidade nas mínimas coisas mas não dura Tudo arrefece as paixões, a brisa a embriaguez, o delirio, o gozo O vazio tá sempre lá pra lembrar que não vai adiantar ele vai estar sempre presente a monotonia, a rotina. A gente procurar por inquietações, pela ilusão e depois que a decepção vem e a razão chama perdemos o chão

pensamentos de Anaïs

Eu sou livre mas não da vida que a sociedade nos impõe. eu vivo do meu jeito ou pelo menos tento viver. eu amo multiplamente e cada um ocupa seu espaço dentro do seus diversos universos sem confusão, será? Para amar não existe limites, apesar dos socialmente pré estabelecidos. Eu sou o amor , a carne, a pele. O errático. O ilusionismo. As castrações impostas. Os questionamentos. A vida do outro é problema do outro. Eu amo o outro ele não me pertence. E nem deve comportamento x ou y. Respeito. Reciprocidade. Sem dor e mentiras. É um desafio ser diferente num mundo que cobra homogeneidade. Padrões ridículamente impossíveis. Amar, aceitar o outro como é. Custa tanto?
Desejo de eternidade cada uma aparece como uma chave abrindo portas do subconsciente na solidão lembro de pessoas do meu passado que queria que estivessem aqui Mas, o nunca mais, sempre amedontra, é sempre presente. queremos poder ter pessoas como souvenirs que colecionamos e temos perto Aprender o desapego. o deixar ser, ir. A nossa noção de amor deturpada, é posse, controle.
O que faz pra viver sem medo? Sem medo de arriscar E acreditar num dia/vida melhor. Ao acaso Dar amor a quem procura carne Dando a quem procura me jogando em você querendo pressa me consumindo na espera Respirar escrever escutar esvaziar a mente calando o que sinto há muito não insistir no não correspondido seguir o baile.

devaneios

A mina na torre A queimar de desejos esperando matar a sede alheia sendo usada engolidora de mini espada afogada no copo d'água o ar poluído invade os pulmões o céu indiferente a lua nem assente as queixas do meu coração. mágoa, melancolia, depressão insólita. Fuga da razão. A razão é busca por fazer sentido. Uma vida inerte presa , sempre presa. Nos meus sonhos as ansiedades e meias verdades aparecem. Eu morro todo dia. De ansiedade, sentimento não correspondido. O que há de errado com as pessoas? Estão blindadas? E minha mente? mente? Eu quero tão pouco e o pouco me é tirado. Minha fuga é o sono. Nele dou ponto do outro lado. E lá pareço pertencer, viver. No sonho é como na vida não controlo me deixo levar. A dor física é um peso. corroi.