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clandestinos


Sou melhor nas ausências.
Eu sinto uma saudade sem fim.
de amores, carinhos...
Quando longe fantasio um mundo cheio de gestos, afagos, vontades recíprocas.
Amar sem ser correspondida a altura da nossa sede, frustra.
De perto sou indiferente quando não correspondida, fria, dura, auto censura.
O esboço da perfeição, travada. Morrendo por dentro de vontade de te abraçar.
Olhos julgadores. 
Clandestinos.

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