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Será que alguém já quis não morar na própria mente?
Da forma como me escraviza, me domina, tira meu senso de realidade.
Presa a convenções, padrões, Modus Operandi.
Tem horas que fica tão difícil, pesado, cruel.
Martírio sem fim.
Será que nem em mim posso acreditar?
Será que realmente temos escolha?
As vezes a vida puxa pra baixo e acreditamos que não.
Filtro essa dor persistente. Saio do papel de coitada. 
A vida não espera por ninguém.

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